Pesquisas para presidente a 10 dias do 2º turno — o que diziam em 2018 e 2022 e o que mostram agora — Publicado por: BBC News Brasil, 15/10/2026

A segunda rodada das principais pesquisas de intenção de voto para presidente no  segundo turno começou a ser divulgada e mostra Flávio Bolsonaro (PL) ligeiramente  à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — reproduzindo os resultados do primeiro  turno, quando o senador ficou à frente do presidente. 

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14/10) apontou Flávio com 46% da  preferência do eleitorado, e Lula com 44%. Apenas 1% dos eleitores disseram estar  indecisos, e 9% afirmaram que votariam em branco. 

O levantamento ouviu 2.154 pessoas, dos dias 10 a 13 de outubro, com uma  margem de erro de dois pontos percentuais — neste sentido, Lula e Flávio estão em  empate. 

A Quaest não divulgou com quantos por cento cada um ficaria no cálculo de votos  válidos, que excluem os brancos, nulos, indecisos e abstenções, assim como faz a  Justiça Eleitoral no dia da eleição. 

Na quinta-feira (15/10), foi a vez do levantamento do instituto Datafolha. Flávio  Bolsonaro aparece com 51% das intenções de votos válidos, contra 49% de Lula. Em  relação à última pesquisa, Flávio caiu 1 ponto percentual, e Lula subiu 1. 

O resultado indica um empate técnico, já que margem de erro é de 2 pontos  percentuais. O instituto ouviu 2.520 eleitores entre 13 e 14 de outubro, em 153  municípios. 

Na sexta (16/10), pesquisa PoderData/Aya mostrou Lula e Flávio efetivamente  empatados, com 50% dos votos válidos cada um. A distância entre os dois era de 6  pontos no estudo divulgado em 8 de outubro, caiu para 2 pontos em 13 de outubro  e agora é zero. 

A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3 mil entrevistas e margem de  erro de 1,8 ponto percentual. Parte das entrevistas já captou o impacto do fim da  escala de trabalho 6×1, aprovada na quarta-feira (14/10).

As próxima pesquisas a serem divulgadas são as do instituto 100% Cidades e MDA,  nesta sexta, e do Ipespe, no sábado (17/10). 

Mas como a situação atual se compara com o mesmo período da campanha eleitoral  das últimas duas eleições, em 2018 e 2022? Veja abaixo. 

Lula liderava em 2022 

Em 2022, após o primeiro turno no dia 2 de outubro, foram para o segundo turno  Jair Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT. 

A cerca de dez dias do segundo turno, o Datafolha apontava Lula na liderança, com  52% dos votos válidos, seguido por 48% de Bolsonaro. 

O cenário era o mesmo na Quaest, que havia calculado 53% dos votos válidos para  Lula e 47% para Bolsonaro. 

A liderança de Lula nas pesquisas foi confirmada nas urnas no segundo turno, como  mostram os gráficos abaixo. 

Jair Bolsonaro estava à frente em 2018

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Quatro anos antes, Jair Bolsonaro enfrentava, pelo PSL, Fernando Haddad, do PT, no  segundo turno. 

A cerca de dez dias de os brasileiros voltarem às urnas, o Datafolha divulgou uma  pesquisa em que Bolsonaro aparecia com 59% dos votos válidos, e Haddad, com  41%. 

A pesquisa realizada pelo Ibope também mostrava favoritismo de Bolsonaro, com os  mesmos percentuais identificados pelo Datafolha. 

A preferência do eleitorado por Bolsonaro se confirmou nas urnas, no dia 28 de  outubro, como mostram os gráficos abaixo. 

O que mostra o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil 

No Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, que leva em consideração as  pesquisas divulgadas até a manhã desta quinta-feira (15/10), Flávio tinha 48% dos  votos e Lula somava 44%.

A diferença entre os números do Agregador em relação às pesquisas se dá porque a  ferramenta compila dados de uma série de pesquisas e mostra os votos totais, não  apenas os válidos. 

Isto posto, os eleitores sem candidato somam 7%. Essa categoria inclui votos  brancos e nulos, aqueles que não sabem em quem vão votar ou que não  responderam às pesquisas, e ainda quem disse que não vai às urnas. 

Veja, no Agregador, a evolução de Lula e Flávio em intenções de votos para o  segundo turno nos últimos três meses. A página também mostra a oscilação dos  eleitores sem candidato. 

Gráficos por Carlos Serrano, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil

Ver matéria original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmx2dqy4jw91o